Feliz - 2012

Feliz - 2012

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Formações

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O poder do Sangue de Cristo

Queres compreender mais profundamente o poder deste sangue?
Queres conhecer o poder do sangue de Cristo? Voltemos às figuras que o profetizaram e recordemos a narrativa do Antigo Testamento: Imolai, disse Moisés, um cordeiro de um ano e marcai as portas com o seu sangue (cf. Ex 12,6-7). Que dizes, Moisés? O sangue de um cordeiro tem poder para libertar o homem dotado de razão? É claro que não, responde ele, não porque é sangue, mas por ser figura do sangue do Senhor. Se agora o inimigo, ao invés do sangue simbólico aspergido nas portas, vir brilhar nos lábios dos fiéis, portas do templo dedicado a Cristo, o sangue verdadeiro, fugirá ainda mais para longe.

Queres compreender mais profundamente o poder deste sangue? Repara de onde começou a correr e de que fonte brotou. Começou a brotar da própria cruz, e a sua origem foi o lado do Senhor. Estando Jesus já morto e ainda pregado na cruz, diz o evangelista, um soldado aproximou-se, feriu-lhe o lado com uma lança, e imediatamente saiu água e sangue: a água, como símbolo do batismo; o sangue, como símbolo da eucaristia. O soldado, traspassando-lhe o lado, abriu uma brecha na parede do templo santo, e eu, encontrando um enorme tesouro, alegro-me por ter achado riquezas extraordinárias. Assim aconteceu com este cordeiro. Os judeus mataram um cordeiro e eu recebi o fruto do sacrifício.

De seu lado saiu sangue e água (Jo 19,34). Não quero, querido ouvinte, que trates com superficialidade o segredo de tão grande mistério. Falta-me ainda explicar-te outro significado místico e profundo. Disse que esta água e este sangue são símbolos do batismo e da eucaristia. Foi destes sacramentos que nasceu a santa Igreja, pelo banho da regeneração e pela renovação no Espírito Santo, isto é, pelo batismo e pela eucaristia que brotaram do lado de Cristo. Pois Cristo formou a Igreja de seu lado traspassado, assim como do lado de Adão foi formada Eva, sua esposa.

Por esta razão, a Sagrada Escritura, falando do primeiro homem, usa a expressão osso dos meus ossos e carne da minha carne (Gn 2,23), que São Paulo refere, aludindo ao lado de Cristo. Pois assim como Deus formou a mulher do lado do homem, também Cristo, de seu lado, nos deu a água e o sangue para que surgisse a Igreja. E assim como Deus abriu o lado de Adão enquanto ele dormia, também Cristo nos deu a água e o sangue durante o sono de sua morte.

Vede como Cristo se uniu à sua esposa, vede com que alimento nos sacia. Do mesmo alimento nos faz nascer e nos nutre. Assim como a mulher, impulsionada pelo amor natural, alimenta com o próprio leite e o próprio sangue o filho que deu à luz, também Cristo alimenta sempre com o seu sangue aqueles a quem deu o novo nascimento.
  
Das Catequeses de São João Crisóstomo

terça-feira, 5 de abril de 2011

Formações

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Nunca é tarde para lembrar

Os recursos que a bondade divina nos apresenta
Somos seres irrequietos, com uma curiosidade insaciável. Isso nos permite encontrar respostas para os mistérios do universo. Somos sem descanso nos nossos porquês. Até os meninos querem abrir os brinquedos, para saber como funcionam. (E nós achamos que eles estão estragando os presentes...). Mas a pergunta suprema é de cunho metafísico: qual o sentido da vida? O cristão se pergunta: de que meios posso me valer para crescer na fé? Como posso ter respostas para os anseios da alma? O que pode alimentar a minha espiritualidade? Mesmo com caridosas advertências dos bispos, muitos fiéis se aproximam de águas contaminadas pelas fantasias humanas, ou de alimentos que não contêm nenhuma substância para nos fortalecer. Refiro-me ao duvidoso apelo às visões e manifestações particulares. "Dei leite a vocês, não alimento sólido" (I Cor 3,2). Se numa região existem 1.000 aparições, seguramente 999 são falsas, provenientes de pessoas ingênuas, visionárias, ou até de má fé. Mas então, o que realmente pode nos ajudar à abertura para uma fé robusta?
Os recursos que a bondade divina nos apresenta são infindáveis. Começo pela Eucaristia, verdadeiro “pão do céu”, seja para adultos e até para crianças. Esse é o maná que nos sacia. Fortalece a fé e a caridade. Põe-nos em contacto com Aquele que pode encher nossa vida de esperança.
Outra ajuda estupenda é a vida em comunidade. Esta nos mostra que a “ovelha que anda sozinha, será pega pelo lobo”.  Jesus, desde o começo da vida pública, juntou a Seu redor uma pequena comunidade, para a qual transmitia Seus ensinamentos e Sua graça salvadora. Hoje ainda é assim. Junto com os demais irmãos de caminhada superamos grandes dificuldades. Não esqueçamos a Sagrada Escritura, fonte perene de transmissão das bondades divinas. Ela é a alma da Teologia. Mas, especialmente, ela nos faz entrar em contacto com a pessoa divina. O Espírito Santo de Deus nos ilumina para superarmos os entraves da nossa missão. Sem excluir muitos outros modos de nos fortalecermos no bem, falemos ainda da prática da caridade. Ajudar aos outros não faz só um enorme bem ao semelhante, mas dá um retorno benfazejo ao próprio praticante. Enfim, vamos nos ocupar com revelações particulares somente se sobrar muito tempo. Nós vivemos preferencialmente desses 4 grandes dons.
Dom Aloísio Roque Oppermann scj

quinta-feira, 31 de março de 2011

QUERIDOS IRMÃOS EM CRISTO JESUS, A EXPERIÊNCIA DE ORAÇÃO QUE SERIA NOS DIAS 02 E 03 DE MARÇO DE 2011 NA PARÓQUIA DIVINO ESPÍRITO SANTO DE CURIÚVA FOI ADIADA. CONFIRMAREMOS OUTRA DATA EM BREVE.

A PAZ DE JESUS A TODOS.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Quaresma deve afastar os fiéis do materialismo.

Com ocasião do início da Quaresma, o Arcebispo de Caracas (Venezuela), Cardeal Jorge Urosa Savino, dirigiu uma mensagem a todos os fiéis na qual pediu que este tempo de graça sirva para uma renovação espiritual pessoal e comunitária, que afaste os fiéis do materialismo e do consumismo.

A mensagem, dada a conhecer no dia 7 de março, foi dirigida a sacerdotes, diáconos, membros dos institutos de vida consagrada e a todos os fiéis católicos de Caracas e será lida no fim de semana de 12 e 13 de março em todas as Igrejas paroquiais, oratórios públicos e nas escolas católicas.

Em sua reflexão o Cardeal Urosa manifestou que a Quaresma é um convite à conversão, a intensificar a vida cristã, deixando a um lado o pecado, os vícios, os maus hábitos, a indiferença ou a frieza religiosa.

O Cardeal expressou sua preocupação pela Venezuela, marcada por um forte materialismo onde os seres humanos "estamos permanentemente tentados a dar maior importância às coisas materiais que a Deus".

"Estamos inclinados a procurar sempre nosso egoísmo; a nos abandonar ao gozo dos prazeres, a deixar-nos levar por nossas baixas paixões, por nossas inclinações à comodidade".

Esta situação, disse o Cardeal, leva o homem ao pecado e à cobiça que conduz à injustiça, ao roubo e ao esbanjamento: "o materialismo, a comodidade, a indiferença ante o compromisso fraterno e social, refletem-se na realidade diária".

"Oxalá esta Quaresma nos ajude a atuar a partir da fé viva e do intenso amor a Deus por cima de todas as coisas. Tenhamos uma atitude profundamente religiosa e comprometida em concreto com nossos irmãos e nosso país!"

O Cardeal se referiu à situação que vive a sociedade venezuelana onde "há muita agressividade, uma desatada delinqüência, fruto desse afã materialista, e também uma violência assassina cada vez mais cruel, fruto de uma atitude anti-social, produto da falta de amor, centrada simplesmente na afirmação da pessoa, e conseqüência ademais de um ambiente violento general".

O Cardeal Urosa recordou aos fiéis que nesta Quaresma 2011 a venerável imagem do Nazareno de São Paulo visitará as diferentes paróquias da arquidiocese.

"A imagem de Jesus Nazareno, nosso Salvador, injustamente torturado e justiçado, será um convite a rechaçar e superar em nosso coração e em nossa conduta qualquer tipo de agressividade, violência e injustiça".

"Será um convite a todos os católicos de Caracas a vencer a violência assassina que banha de sangue as ruas de nossa cidade, especialmente nas zonas populares", acrescentou.

O Purpurado venezuelano terminou sua mensagem pedindo aos fiéis que aproveitem esta Quaresma "para dar um passo adiante na vivência de nossa Santa religião, para nos sentirmos cada vez mais unidos ao Senhor, para sentir a alegria de pertencer ao povo santo de Deus, que é a Igreja".

"Sintamos a alegria de acreditar em Deus, e de preferi-lo sobre todas as coisas, com uma atitude profundamente religiosa própria de um autêntico cristão", concluiu.

Quarta-feira de Cinzas.

Com a imposição das cinzas, se inicia uma estação espiritual particularmente relevante para todo cristão que quer se preparar dignamente para viver o Mistério Pascal, quer dizer, a Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor Jesus.
Este tempo vigoroso do Ano litúrgico se caracteriza pela mensagem bíblica que pode ser resumida em uma palavra: " matanoeiete", que quer dizer "Convertei-vos". Este imperativo é proposto à mente dos fiéis mediante o austero rito da imposição das cinzas, o qual, com as palavras "Convertei-vos e crede no Evangelho" e com a expressão "Lembra-te de que és pó e para o pó voltarás", convida a todos a refletir sobre o dever da conversão, recordando a inexorável caducidade e efêmera fragilidade da vida humana, sujeita à morte.
A sugestiva cerimônia das cinzas eleva nossas mentes à realidade eterna que não passa jamais, a Deus; princípio e fim, alfa e ômega de nossa existência. A conversão não é, com efeito, nada mais que um voltar a Deus, valorizando as realidades terrenas sob a luz indefectível de sua verdade. Uma valorização que implica uma consciência cada vez mais diáfana do fato de que estamos de passagem neste fadigoso itinerário sobre a terra, e que nos impulsiona e estimula a trabalhar até o final, a fim de que o Reino de Deus se instaure dentro de nós e triunfe em sua justiça.
Sinônimo de "conversão", é assim mesmo a palavra "penitência" …
Penitência como mudança de mentalidade. Penitência como expressão de livre positivo esforço no seguimento de Cristo. 

Tradição


Na Igreja primitiva, variava a duração da Quaresma, mas eventualmente começava seis semanas (42 dias) antes da Páscoa.
Isto só dava por resultado 36 dias de jejum (já que se excluem os domingos). No século VII foram acrescentados quatro dias antes do primeiro domingo da Quaresma estabelecendo os quarenta dias de jejum, para imitar o jejum de Cristo no deserto.
Era prática comum em Roma que os penitentes começassem sua penitênica pública no primeiro dia de Quaresma. Eles eram salpicados de cinzas, vestidos com saial e obrigados a manter-se longe até que se reoconciliassem com a Igreja na Quinta-feira Santa ou a Quinta-feira antes da Páscoa. Quando estas práticas caíram em desuso (do século VIII ao X) o início da temporada penitencial da Quaresma foi simbolizada colocando cinzas nas cabeças de toda a congregação.
Hoje em dia na Igreja, na Quarta-feira de Cinzas, o cristão recebe uma cruz na fronte com as cinzas obtidas da queima das palmas usadas no Domingo de Ramos do ano anterior. Esta tradição da Igreja ficou como um simples serviço em algumas Igrejas protestantes como a anglicana e a luterana. A Igreja Ortodoxa começa a quaresma desde a segunda-feira anterior e não celebra a Quarta-feira de Cinzas.